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Experiências Inovadoras

Parceria do BH Digital resulta em Estação de Coleta do lixo eletrônico


Parceria do BH Digital resulta em Estação de Coleta do lixo eletrônico

O lixo eletrônico, atualmente, é um dos maiores problemas ambientais. Pensando na destinação correta para os equipamentos de informática, o chamado lixo eletrônico, o Centro de Recondicionamento de Computadores (CRC) da Prefeitura de Belo Horizonte, em parceria com o Supermercado Verdemar, criou uma estação para a coleta de hardware. As doações podem ser feitas por pessoas físicas e jurídicas e os equipamentos de informática podem estar em qualquer condição. As entregas podem ser feitas no Supermercado Verdemar (rua Vancouver, 40, no bairro Jardim Canadá) e no CRC (rua José Clemente Pereira, 440, no bairro Ipiranga).

A estação do Verdemar vai receber notebooks, CPUs, monitores, teclados, mouses, estabilizadores, cabos de rede, cabos de força, caixas de som, memórias, drivers de leitura de CDs e DVDs, entre outros. O material será encaminhado ao CRC-BH Digital que, desde 2008, reaproveita equipamentos.

O CRC-BH Digital é um dos cinco em funcionamento hoje no Brasil e tem como objetivo recondicionar equipamentos de informática usados, recebidos por meio de doações, deixando-os em condições de uso para a montagem de centros de inclusão digital.

Além de colaborar para que o descarte eletrônico tenha um encaminhamento adequado e ambientalmente correto, o CRC oferece formação profissional para jovens aprendizes que participam de programas sociais da Prefeitura de Belo Horizonte. Os alunos atuam no processo de triagem, manutenção e instalação de softwares.

Segundo o gerente Técnico-Administrativo do Centro de Recondicionamento de Computadores, Frederico Gonçalves Guimarães, todo equipamento que chega é avaliado para que a equipe saiba os componentes que podem ser utilizados. “Em alguns casos, só é possível aproveitar alguns componentes do computador, mas, na maioria das vezes, é aproveitado tudo o que vem na máquina.”

 

Recondicionamento

Os equipamentos recondicionados são usados na implantação de centros de inclusão digital. O processo de recondicionamento conta com uma limpeza mais detalhada dos diversos componentes da máquina, bem como testes mais específicos de funcionamento das placas, unidades de disco e BIOS. Após essa etapa, as máquinas vão para o setor de software, para a instalação do sistema operacional Libertas GNU/Linux e a verificação final de funcionamento do computador.

O gerente do CRC destaca a importância não apenas do reaproveitamento dos equipamentos, mas da consciência dos consumidores de itens eletrônicos. “É fundamental pensarmos que tudo o que consumimos tem uma história. Seus componentes vieram de algum lugar e um dia serão descartados em outro. Assim, quanto menos pudermos consumir, maior a nossa contribuição para a não geração de lixo e sua disposição no meio ambiente. Dessa forma, escolhas conscientes e claras, baseadas em nossas necessidades e na durabilidade dos equipamentos são parte essencial na preservação da vida em nosso planeta,” conclui Frederico Guimarães.

 

Descartar corretamente, reciclar e reaproveitar

A iniciativa é importante porque o Brasil tem problema de estrutura e legislação para enfrentar lixo eletrônico. As poucas iniciativas existentes não são divulgadas de forma adequada. Se de um lado os eletrônicos por aqui têm uma vida mais longa, uma vez que o poder de compra é mais limitado e não é difícil encontrar interessados em receber os equipamentos mais velhos, de outro pouco se sabe sobre o que acontece com um aparelho quando ele realmente não tem mais utilidade.

A exemplo do que ocorre em países desenvolvidos, os ciclos de substituição de produtos estão cada vez mais acelerados. O tempo médio para troca dos celulares - que já são mais de 102 milhões em uso no País - é de menos de dois anos. Os computadores, cuja base instalada é estimada em 33 milhões, são substituídos a cada 4 anos nas empresas e a cada 5 anos pelos usuários domésticos.

No ano passado, foram vendidos mais de 7 milhões de computadores no mercado brasileiro e neste ano serão vendidos outros 8,5 milhões. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nove em cada dez lares brasileiros têm pelo menos uma TV. Ainda assim, só em 2006 foram vendidos 10,85 milhões de novos televisores no País.

Apesar do ritmo de crescimento da venda de eletrônicos, contudo, não há uma legislação nacional que estabeleça o destino correto para a sucata digital ou que responsabilize os fabricantes pelo seu descarte. A única regulamentação vigente que trata do lixo eletrônico é a resolução de número 257, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que estabelece limites para o uso de substâncias tóxicas em pilhas e baterias e imputa aos fabricantes a responsabilidade de ter sistemas para coleta destes materiais e encaminhá-los para reciclagem.

Atendendo a essa exigência, os principais fabricantes de celulares no País colocam à disposição sua rede de assistência técnica para recolher as baterias usadas. As lojas próprias das operadoras de telefonia celular também recolhem as baterias usadas, encaminhando-as para os fabricantes. Alguns dos fabricantes de computadores - como a Dell e a HP - também têm programas de coleta de equipamentos.

Entretanto o destino final de muitos eletrônicos quando perdem a utilidade acaba sendo o lixo convencional. Se descartar um único computador sem utilidade pode ser um problema para uma pessoa comum, a dor de cabeça é ainda maior quando olhamos para as empresas que geram quantidades muito mais significativas de lixo eletrônico.

Se houvesse mais mecanismos de coleta adequados e políticas de educação ao consumidor, o volume de resíduos reciclados ou reaproveitados poderia ser muito maior.

 

Postado por Jorge Espeschit em 10/06/2010

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1 Comentários para "Parceria do BH Digital resulta em Estação de Coleta do lixo eletrônico"

  1. beoquis 16/06/2010

    bacana

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